Bom... como costumo publicar as poesias no www.sociedadedospoetasloucos.blogspot.com (pro favor visitem hauehuae)... Resolvi utilizar o blog do algumacoisa.multiply.com para publicar contos, cronicas, e outras tentativas minhas de escrita rsrsrs...
Beabá aonde isso vai “pará”?
Lembro me das minhas primeiras palavras e minhas primeiras frases, e acredite se quiser eu era incapaz de aprender a diferença entre V e F, e B e P. N e M então me causavam problemas gigantescos, afinal do que adianta dizer que M vem antes de B e P quando não se sabe se a palavra é escrita com B ou com P?
Freqüentemente surgiam frases extremamente criativas, como a Faca dá leite. Fantástico não é?ou seria vantástico? Eu ainda não sei bem, digo pem, bor que este broplema ainda me bersegue. Não eu não sou árabe e nem pretendo me tornar. Afinal de contas tirando esses pequenos erros, eu sabia escrever. Com tantos analfabetos no mundo, um alfabetizado confuso deveria valer alguma coisa.
Mas eu disfarçava meus problemas através da minha incrível caligrafia, minha letra era tão horrorosa que os erros gramaticais passavam desapercebidos, afinal, como você vai afirmar que uma palavra está errada se você nem sequer consegue lê-la? Eu era no mínimo experto. Isso sem contar às inúmeras vezes em que na duvida, escrevi um N com duas pernas e meia, poderia tanto ser um M quanto um N, era um bom disfarce, não me recordo se funcionava, mas convenhamos, a idéia em si era boa.
A Matemática já era mais generosa, eram apenas 10 algarismos, e eram simples, o 1 por exemplo, dois risquinhos e pronto, depois chegava o 2, que insistiam que se parecia com um pato, acho que levei mais tempo para ver a semelhança do 2 com um pato do que da Itália com uma bota, mas voltemos aos números, quando eu cheguei no 5, já começava a colocar todo o meu instinto genial para fora, muitas pessoas deixavam o risco horizontal do alto do 5 por último, oras, isso é perda de tempo, passei a fazer o cinco de uma vez só, sem tirar o lápis do papel, e foi uma grande revolução, pois de lá pra cá, já perdi a conta de quantas pessoas fazem o 5 exatamente da maneira que idealizei, não era essencial fazer o risquinho horizontal por ultimo afinal. Tinha também o 8, podiam ser duas bolas de futebol, duas rosquinhas, parecia ser o número mais divertido, mas alguém tinha alguma coisa contra a nossa diversão, e nos ensinou a forma clássica de fazer o 8, até admito ser mais rápida e prática, mas acabou com meu fascínio pelo 8, que passou a ser nada mais que um 8, um mísero e simples 8.
É incrível olhar para tanto tempo atrás, ver como as coisas mudam, a nossa maneira de escrever, de viver de bensar, é pensando bem algumas coisas nunca mudam.
Marcos Wiese